TSE suspende candidatura de Renan Santos à Presidência

Por Redação 31/08/2026, às 15h00 - Atualizado às 16h09

Por Maria Eduarda Moura

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu nesta segunda-feira (31) a candidatura de Renan Santos (Missão) à Presidência da República. A decisão foi tomada pelo ministro Dias Toffoli, dois dias após ele retirar o processo de registro da pauta.

Com a suspensão, Renan fica impedido de seguir fazendo campanha eleitoral na condição de candidato, incluindo atos oficiais de campanha e divulgação eleitoral vinculada à candidatura.

De acordo com a decisão, Renan Santos está proibido de:

  • Realizar propaganda eleitoral na internet por meio dos perfis e endereços eletrônicos não informados tempestivamente à Justiça Eleitoral;
  • Utilizar outros ou novos perfis, inclusive contas de terceiros, para realizar propaganda eleitoral no ambiente digital;
  • Receber novos repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para a chapa presidencial;
  • Fazer gastos com recursos do FEFC que já tenham sido repassados à chapa;Participar de debates em rádio, televisão, podcasts ou outros meios de comunicação.

A análise do registro estava prevista para começar nesta segunda-feira, em plenário virtual. No sábado (29), Toffoli havia apontado a existência de possíveis irregularidades relacionadas às informações apresentadas pela campanha.

Segundo a decisão, o político não teria declarado oficialmente perfis utilizados para a campanha nas redes sociais, fazendo o registro apenas 12 dias após a oficialização da candidatura.

O procedimento foi classificado por Toffoli como uma “omissão estratégica”. Apesar da suspensão da campanha, a decisão, por enquanto, não interfere no registro da candidatura de Renan Santos. O candidato, no entanto, está proibido de realizar campanha, participar de sabatinas e debates.

Candidato se manifesta 

Após a decisão Renan afirmou estar sendo censurado. Nas redes sociais, o candidato publicou uma foto em que seu rosto aparece coberto pela palavra “censurado”.

Em declaração à CNN Brasil, o político classificou a decisão como uma “canetada monocrática” e afirmou que entrará com um mandado de segurança contra a medida. Renan também negou qualquer irregularidade e disse que informou todas as redes sociais no registro de sua candidatura.