Brasil critica tarifas dos EUA e aponta tratamento discriminatório

Por Redação 31/08/2026, às 22h08 - Atualizado às 18h56

O governo brasileiro voltou a criticar, nesta segunda-feira (31), as tarifas impostas pelos Estados Unidos e classificou as medidas como discriminatórias e incompatíveis com as regras internacionais de comércio.

A posição foi apresentada pelos ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante reunião virtual com o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer.

Segundo os ministérios, as justificativas apresentadas pelo governo norte-americano não correspondem às práticas adotadas pelo Brasil.

Apesar das divergências, os dois países decidiram manter as negociações. Novas reuniões técnicas, presenciais ou virtuais, serão realizadas nas próximas semanas, antes de um novo encontro entre os ministros.

Atualmente, produtos brasileiros estão sujeitos a uma tarifa adicional de 25% e a uma sobretaxa de 12,5% aplicada pelos Estados Unidos sob justificativa relacionada ao combate ao trabalho forçado. O governo brasileiro contesta as medidas e considera os argumentos apresentados injustificados.

As negociações foram retomadas após uma conversa entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, em 21 de agosto. Na ocasião, Lula voltou a questionar as tarifas, enquanto Trump propôs a retomada do diálogo.