Após declarações sobre religiões de matriz africana, MPBA pede abertura de inquérito contra Pablo Marçal

Por Redação 10/09/2026, às 10h25 - Atualizado às 10h27

O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) instaurou um procedimento para apurar declarações públicas do influenciador e candidato a presidência da república Pablo Marçal (PRTB) contra praticantes de religiões de matriz africana. O órgão também requisitou a abertura de inquérito policial para investigar a possível prática dos crimes de racismo e racismo religioso.

Segundo informações divulgadas pelo Ministério Público nesta quinta-feira (10), a investigação policial será acompanhada pelo próprio órgão. O MPBA informou ainda que o caso será encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que poderá analisar as declarações e adotar as providências que considerar cabíveis no âmbito eleitoral.

As declarações foram feitas durante uma entrevista e repercutiram após trechos do vídeo circularem nas redes sociais. Questionado durante a conversa se tinha medo de “macumbaria”, Marçal fez referência à Bahia ao responder: “Se macumba funcionasse, a Bahia era Dubai”. Em outro momento da entrevista, Marçal voltou a fazer declarações contra os praticantes dessas religiões. “Todo macumbeiro é um derrotado na vida. É gente invejosa e que não prospera”, afirmou. As declarações passaram a ser analisadas pelo MPBA para verificar se configuram crimes de racismo e racismo religioso.

Pablo Marçal foi lançado pelo PRTB como candidato à Presidência da República e teve o pedido de registro de candidatura apresentado à Justiça Eleitoral. No entanto, a candidatura ainda aguarda julgamento definitivo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).