O mercado financeiro teve mais um dia de alívio nesta terça-feira (18), com o dólar atingindo sua menor cotação dos últimos cinco meses e a bolsa de valores registrando sua quinta alta consecutiva, alcançando o maior patamar desde outubro. O cenário positivo foi impulsionado pela recepção favorável dos investidores ao pacote de reforma do Imposto de Renda, que não trouxe surpresas, e pelo cenário externo favorável aos mercados emergentes.
O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,672, com queda de 0,25%. No início do pregão, a moeda chegou a operar em alta, mas mudou de direção, acompanhando o desempenho internacional. Após o anúncio do projeto de reforma do Imposto de Renda, o dólar caiu ainda mais, chegando à mínima de R$ 5,66 por volta das 13h20.
No acumulado de 2025, a moeda norte-americana registra queda de 8,15%, sendo 3,06% apenas nos últimos seis pregões. A cotação atual é a mais baixa desde 24 de outubro de 2024.
A bolsa de valores brasileira também teve um dia positivo, com o índice Ibovespa subindo 0,49%, fechando aos 131.475 pontos – seu maior nível desde 16 de outubro. O desempenho do mercado acionário no Brasil contrastou com as bolsas norte-americanas, que tiveram quedas nesta terça-feira.
O avanço foi impulsionado pelo pacote da reforma do Imposto de Renda, que elevou a faixa de isenção para R$ 5 mil e estabeleceu tributação maior para quem ganha acima de R$ 50 mil por mês como forma de compensação. A proposta foi considerada equilibrada pelos investidores, reduzindo incertezas no mercado.
Fatores internacionais
Além do impacto da reforma tributária no Brasil, o cenário global também favoreceu o desempenho dos mercados emergentes. O anúncio, na segunda-feira (17), de um pacote de estímulos da China continuou beneficiando economias que exportam commodities, como o Brasil.
Outro fator que influenciou positivamente o mercado foi o avanço nas negociações de paz entre Rússia e Ucrânia. Apesar do fim do cessar-fogo em Gaza, a perspectiva de um acordo entre Moscou e Kiev ajudou a reduzir a aversão ao risco entre os investidores globais.