Delegado da Polícia Civil é investigado por desvio de fuzis apreendidos na Bahia

Por Redação 24/03/2025, às 15h59 - Atualizado às 15h24

O delegado Nilton Tormes, coordenador do Departamento de Polícia Metropolitana de Salvador (Depom), é investigado por suspeita de envolvimento no desvio de 14 fuzis apreendidos durante uma operação policial em julho de 2024. A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão na sexta-feira (21) para apurar as denúncias.

A investigação começou após uma denúncia feita à Corregedoria da Polícia Civil. Segundo o relato, havia pelo menos 20 fuzis no local da operação, no bairro do Caji, em Lauro de Freitas. No entanto, a equipe policial registrou apenas seis armas apreendidas.

Além das armas, a denúncia aponta o desaparecimento de joias e dinheiro encontrados no local. Durante a ação, os policiais apreenderam ainda uma metralhadora, mil munições, coletes balísticos e 10 quilos de pasta base de cocaína.

Nilton Tormes afirmou, em nota, que foi surpreendido pela investigação e que colaborará com as apurações. A Polícia Civil informou que o caso segue sob sigilo.

Veja a nota completa do delegado:

“Primeiramente, é importante ressaltar que o objeto da investigação se refere a uma operação oficial da Polícia Civil do estado da Bahia, que contou com a autorização da instância superior, com a participação de policiais do Depom e da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core). Essa operação, inclusive, foi amplamente coberta pela mídia nacional devido ao sucesso na recuperação de armas de fogo de grosso calibre, drogas e munições.

Diante dessas circunstâncias — especialmente considerando o resultado positivo da operação e a atuação efetiva de órgãos e autoridades máximas da SSP-BA — recebi com surpresa o início da investigação, mas sempre respeitei a opção político-institucional.

Continuo colaborando ativamente com a investigação, uma vez que não tenho nada a temer. Sssim, espero que a apuração revele a regularidade do meu exercício da função pública ao longo de mais de 20 anos na Polícia Civil, e que a verdade dos fatos aparecerá demonstrando a idoneidade que sempre me pautou. Por fim, é importante esclarecer que o objeto da investigação não envolve a apuração de homicídio. Destaco que atuo na condição de testemunha do Ministério Público nos autos que tramitam e julgarão o referido homicídio”.