Havan é condenada por assédio eleitoral contra funcionária em SP; entenda

Por Redação 10/04/2025, às 18h00 - Atualizado às 16h30

A Havan foi condenada a pagar R$ 5.960 a uma funcionária por assédio eleitoral. A decisão é do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região e foi tomada em fevereiro deste ano. O caso ocorreu em uma unidade da rede em Jacareí, interior de São Paulo, durante as eleições presidenciais de 2022.

A funcionária afirmou que a gerente da loja fazia pressão política para que os empregados não manifestassem opiniões contrárias ao então presidente Jair Bolsonaro. Ela também relatou que uma colega foi demitida após críticas ao ex-presidente.

Segundo o processo, não havia armários ou caixas registradoras com o número 13, referência ao Partido dos Trabalhadores (PT). A gerente teria dito que a loja fecharia se o PT vencesse as eleições.

A empresa alegou que suas normas internas proíbem discussões políticas. Sobre a ausência do número 13, a defesa afirmou que se tratava de uma escolha pessoal do proprietário, o empresário Luciano Hang, conhecido por apoiar Bolsonaro.

O juiz Fabricio Martins Veloso considerou que houve pressão política no ambiente de trabalho. Para ele, ficou comprovado o constrangimento dos funcionários e a tentativa de interferência no voto. A Havan recorreu da decisão