Paralisado! China congela comércio com os EUA após nova taxação americana

Por Redação 11/04/2025, às 11h45 - Atualizado às 11h45

A queda de braço comercial entre China e Estados Unidos atinge um novo patamar com o anúncio de tarifas de 125% sobre produtos americanos. A medida, adotada por Pequim como resposta direta a uma nova rodada de taxações impostas por Washington, sinaliza uma ruptura momentânea nas trocas comerciais entre as duas maiores economias do mundo.

Autoridades chinesas indicam que a decisão, de taxar 125% produtos americanos e então paralisar o comércio é estratégica e visa mostrar força diante das pressões do governo dos EUA, que vem adotando uma postura mais agressiva em relação à China nos últimos meses. Pequim, por sua vez, reforça que está preparada para sustentar esse enfrentamento, fortalecendo seu mercado interno e buscando novos parceiros comerciais.

A paralisação do comércio sino-americano provoca uma onda de incertezas nos mercados globais. Economistas alertam para possíveis efeitos colaterais em cadeias produtivas, especialmente nos setores de tecnologia e manufatura, altamente dependentes da integração entre os dois países.

No Brasil, o impacto deve ser sentido em diferentes frentes. No curto prazo, há preocupação com a instabilidade dos mercados e com a queda na demanda global, o que pode afetar exportações. No entanto, especialistas do governo brasileiro acreditam que o país pode se beneficiar no médio e longo prazo, especialmente pela força de sua produção de commodities, como soja, petróleo e minério de ferro – itens cuja procura se mantém estável mesmo em cenários de turbulência econômica.

Diplomatas brasileiros acompanham de perto os desdobramentos e reconhecem que o momento é inédito. O impasse pode abrir espaço para o reposicionamento do Brasil em cadeias internacionais de fornecimento, especialmente em áreas onde a disputa entre China e EUA abrir brechas.

Enquanto o mundo observa os próximos passos, a grande questão que se impõe é: quem vai ceder primeiro? A China já deixou claro que não pretende recuar. E os Estados Unidos, estarão prontos para enfrentar as consequências de um confronto prolongado?