Foguinho: morte de motorista por aplicativo no Recôncavo foi ordenada por facção

Por Redação 11/04/2025, às 16h34 - Atualizado 12/04/2025 às 08h56

A Polícia Civil da Bahia prendeu três pessoas envolvidas na morte de Hudson Willian Santos de Jesus, conhecido como Foguinho, motorista por aplicativo assassinado em julho do ano passado em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo baiano. A ação foi coordenada pela 4ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/SAJ) e pela Delegacia Territorial de Varzedo, na última quinta-feira (10). As informações sobre a operação foram divulgadas nesta sexta-feira (11).

Hudson foi sequestrado junto com sua companheira nas proximidades de um posto de combustíveis. Após serem levados por uma estrada vicinal, a mulher foi liberada, enquanto Foguinho foi mantido em poder dos criminosos. Seu veículo foi encontrado horas depois, abandonado em uma área rural. O corpo de Hudson foi localizado três dias após o sequestro, já em avançado estado de decomposição, em uma região de mata fechada.

Execução teria sido ordenada por líder do tráfico

As investigações revelaram que a execução de Foguinho foi motivada por conflitos internos no tráfico de drogas. O motorista, que também atuava no transporte de entorpecentes, passou a ser suspeito de repasse de informações à polícia, o que o colocou na mira da facção criminosa. A ordem para o assassinato teria partido de um dos líderes do grupo, e os envolvidos chegaram a gravar imagens da vítima durante o sequestro, como prova do cumprimento da determinação.

Com as prisões desta quinta, a polícia confirmou a participação de pelo menos cinco pessoas no crime — além dos três capturados, uma mulher foi identificada e um outro envolvido já está preso por outros delitos. A investigação segue em andamento para garantir que todos os responsáveis pela morte de Foguinho sejam responsabilizados.