Erika Hilton anuncia medidas legais contra EUA por transfobia e aciona ONU

Por Redação 16/04/2025, às 16h42 - Atualizado às 16h41

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) acusou os Estados Unidos de transfobia após receber um visto emitido com identificação no gênero masculino. Segundo a parlamentar, a documentação apresentada durante o processo incluía certidão de nascimento e passaporte diplomático, ambos registrados com o gênero feminino, conforme seus dados civis brasileiros.

De acordo com Erika, um visto anterior, emitido em 2023, já havia reconhecido sua identidade de gênero corretamente. Ela informou que pretende acionar a Organização das Nações Unidas (ONU), alegando desrespeito aos seus registros civis e tratamento discriminatório.

“Os documentos que apresentei são retificados, e sou registrada como mulher, inclusive na certidão de nascimento. Ou seja, estão ignorando documentos oficiais de outras nações soberanas, até mesmo de uma representante diplomática, para ir atrás de descobrir se a pessoa, em algum momento, teve um registro diferente”, declarou em post no Instagram, na manhã desta quarta-feira, 16.

A deputada cancelou sua viagem aos Estados Unidos, prevista para este sábado (12), onde participaria de um painel na Brazil Conference, evento promovido por estudantes brasileiros de Harvard e do MIT. Até o momento, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil não se pronunciou sobre o caso.

Uma ordem executiva assinada pelo então presidente Donald Trump, em janeiro, determinou que formulários do governo dos Estados Unidos passem a reconhecer apenas os sexos masculino e feminino. O documento também estabelece que esses formulários não devem solicitar informações sobre identidade de gênero.