O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decide suspender o julgamento no plenário virtual da Corte sobre a prisão do ex-presidente Fernando Collor. Apesar da interrupção, o ex-mandatário permanece detido, já que a determinação para o início do cumprimento da pena continua em vigor.
A análise da decisão que culminou na prisão de Collor teve início nesta sexta-feira (25), às 11h, por meio do sistema virtual do STF — formato em que os ministros depositam seus votos sem a realização de debates presenciais. A sessão estava prevista para encerrar às 23h59, mas foi paralisada por solicitação de Gilmar Mendes, que considera o tema sensível o suficiente para ser discutido presencialmente.
Com a suspensão, o julgamento deve ser transferido para o plenário físico, ainda sem data definida. Enquanto isso, os votos dos ministros Flávio Dino, Edson Fachin e Luís Roberto Barroso já acompanham a posição de Alexandre de Moraes, responsável por negar os recursos da defesa e determinar a prisão imediata do ex-presidente.
No julgamento anterior, realizado em novembro de 2024, Gilmar Mendes votou a favor dos argumentos da defesa, acompanhado por Dias Toffoli, Kassio Nunes Marques e André Mendonça. No entanto, a votação ficou 6 a 4 contra Collor, mantendo a condenação.
Sem previsão de sessões presenciais na próxima semana, por conta do feriado do Dia do Trabalhador, a discussão sobre o destino de Collor deve ficar em suspenso até que o plenário físico do Supremo seja convocado. Até lá, a decisão de Moraes permanece em vigor e Collor segue preso.