Se a traição é sinônimo de dor e drama para muitos, no Brasil, ela também virou motivo de piada — e até de celebração. Nesta quinta-feira, 25 de abril, o país comemora, com toda a irreverência que lhe é peculiar, o inusitado Dia do Corno. Sim, existe uma data especial para homenagear aqueles que, digamos, receberam um “adereço extra” sem pedir.
Mas por que, afinal, alguém comemoraria o título nada honroso de “corno”? A origem, acredite se quiser, é quase sagrada. A data coincide com o Dia de São Marcos, e, desde meados do século XVIII, em terras que hoje pertencem a Portugal e Espanha, fiéis costumavam levar ao altar do santo uma coroa com um chifre de animal no topo. Nas missas, padres coroavam os homens casados — talvez como símbolo de força, talvez como prenúncio de futuras desilusões amorosas. Fato é que o costume atravessou o oceano e, no Brasil, ganhou uma interpretação um pouco mais… espirituosa.
Hoje, entre um meme e outro, o Dia do Corno é celebrado sem culpa (e sem vergonha) por quem já viu o amor ir embora de mãos dadas com outra pessoa. Afinal, como dizem por aí, quem nunca teve um par de chifres que atire a primeira pedra — ou escreva a primeira música sertaneja sofrida.
Seja na tristeza, na piada ou na trilha sonora da fossa, o Dia do Corno é mais uma prova de que o brasileiro transforma até as maiores dores de amor em motivo para rir… e brindar.