Educadores da rede municipal de Salvador realizaram, nesta segunda-feira (19), um café da manhã seguido de panelaço em frente à sede da Prefeitura. O protesto marca o 14º dia de greve da categoria, que segue sem previsão de encerramento.
Durante a mobilização, representantes da APLB-Sindicato anunciaram que irão entregar um documento ao presidente da Câmara Municipal solicitando mediação no impasse. A entidade afirma que o projeto de reajuste proposto pelo Executivo foi elaborado sem diálogo com a categoria. “Esse projeto não nos representa”, diz o texto.
O diretor da APLB, Marcos Barreto, criticou a gestão municipal. “O prefeito diz que paga o piso. Por favor, mostre a tabela salarial com esse piso”, cobrou. Ele também denunciou cortes salariais irregulares: “O sistema abriu hoje com vários cortes aleatórios. Não admitimos isso. Isso é assédio.”
Barreto afirmou que a paralisação seguirá com ou sem votação do projeto na Câmara. Segundo ele, alguns vereadores da oposição têm buscado diálogo com a categoria. Citou a atuação da vereadora Marta Rodrigues, de Aladilce de Souza e do presidente da Casa, vereador Carlos Muniz, que teria se comprometido a mediar o conflito.
Os profissionais reivindicam o cumprimento integral do Piso Salarial Nacional do Magistério. Para isso, a categoria defende um reajuste de 58%.
Apesar da mobilização, uma decisão judicial do dia 7 de maio declarou a greve ilegal. A liminar foi assinada pelo juiz Adriano Augusto Gomes Borges, da Seção Cível de Direito Público do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).