Durante evento em Santa Catarina nesta quinta-feira (29), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu com firmeza a importância dos investimentos públicos e das políticas de inclusão social como estratégias centrais para movimentar a economia brasileira e combater a desigualdade. A declaração foi feita durante a cerimônia que marcou a retomada das operações do Porto de Itajaí, no litoral catarinense.
Para Lula, o crescimento econômico não deve se concentrar nas mãos de poucos, mas ser sentido pela maioria da população. Ele rebateu a lógica de que o acúmulo de riqueza por uma minoria representa prosperidade.
“Uma nação que tem pouca gente com muito dinheiro é uma nação pobre. Uma nação que tem muita gente com pouco dinheiro, é uma nação rica. É por isso que nós fazemos política de inclusão social, por isso que aumentamos o salário mínimo”, afirmou.
O presidente destacou ainda que, ao garantir renda à população mais pobre, o governo estimula diretamente a economia real.
“Quando o povo tem um pouquinho de dinheiro, ele não guarda no banco. Ele compra comida, roupa, material escolar. A economia gira, e a vida melhora. As pessoas voltam a viajar, a comemorar, a viver com mais dignidade. A economia não pode ficar atrofiada com o dinheiro concentrado nas mãos de poucos”, completou.
Lula também ressaltou o atual cenário de recuperação econômica, com crescimento da produção e redução do desemprego, e aproveitou para mandar um recado direto ao setor empresarial:
“Os empresários voltaram a acreditar, mesmo aqueles que não gostam de nós. E não precisa gostar. Ninguém está propondo casamento. A gente quer que gostem do Brasil, do povo brasileiro, e invistam aqui. Quem fizer isso, vai ganhar”, disse, em tom firme.
O discurso reforça a linha adotada pelo governo federal, que aposta em fomento público, valorização do salário mínimo e redistribuição de renda como bases para o desenvolvimento sustentável do país.