O humorista Maurício Meirelles usou as redes sociais nesta semana para ironizar a condenação do colega Leo Lins, que foi sentenciado a oito anos e três meses de prisão pela Justiça de São Paulo. A decisão teve como base a Lei do Racismo e o Estatuto da Pessoa com Deficiência, após a publicação de um vídeo que, segundo o Ministério Público, promovia discurso discriminatório contra diversos grupos sociais.
Em resposta, Meirelles publicou um vídeo em tom satírico, abrindo com a frase: “Piadas que dá pra rir sem ir preso”. Na sequência, fez alusão ao escândalo envolvendo fraudes bilionárias no INSS: “E meu avô que foi pegar dinheiro no INSS e não tinha, ele até pensou que era Alzheimer”. O humor ácido se manteve ao longo do conteúdo, sugerindo uma crítica ao que considera limites excessivos à liberdade de expressão.
A condenação de Leo Lins refere-se a um vídeo publicado em 2022, com mais de 3 milhões de visualizações no YouTube, no qual ele fez piadas envolvendo negros, nordestinos, pessoas com deficiência, homossexuais, evangélicos, indígenas, judeus e pessoas com HIV. Após a denúncia do Ministério Público, o vídeo foi removido em 2023.
A Promotoria considerou que o conteúdo incitava à violência e desrespeitava a dignidade de grupos vulneráveis. Além da pena de prisão, Lins está proibido de fazer declarações depreciativas contra minorias, precisa de autorização judicial para sair do estado de São Paulo e deve comparecer mensalmente à Justiça para justificar suas atividades.
O caso segue repercutindo intensamente entre artistas e influenciadores. Danilo Gentili e Marcos Mion, por exemplo, se manifestaram publicamente em defesa do comediante, alegando censura e questionando os critérios da decisão judicial.