Cesta básica em Salvador cai em maio, mas ainda acumula alta no ano

Por Redação 06/06/2025, às 19h13 - Atualizado às 18h39

O preço da cesta básica de alimentos registrou queda em Salvador no mês de maio, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (6) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O custo médio na capital baiana foi de R$ 628,97, um dos menores entre as 17 capitais pesquisadas.

Apesar da redução no mês, Salvador acumula alta no preço da cesta no comparativo dos cinco primeiros meses de 2025. O Dieese aponta que todas as capitais registraram aumento no período de janeiro a maio, com variações que chegaram a ultrapassar 9% em outras regiões do país.

No comparativo com maio de 2024, o valor da cesta também subiu em Salvador, acompanhando a tendência de 16 das 17 capitais avaliadas. Aracaju foi a única que não registrou variação anual.

A capital baiana apresentou um dos menores custos do país, atrás apenas de Aracaju (R$ 579,54). Em contrapartida, cidades como São Paulo (R$ 896,15), Florianópolis (R$ 858,93) e Rio de Janeiro (R$ 847,99) figuraram entre as mais caras. Vale destacar que, nas regiões Norte e Nordeste, a composição da cesta difere das demais por incluir itens regionais, geralmente mais acessíveis.

Produtos em Salvador

Em relação aos produtos que compõem a cesta, o preço da carne de primeira apresentou queda em Salvador, seguindo o movimento observado em apenas três capitais. Já o café em pó, item tradicional no consumo diário dos baianos, teve aumento significativo, acompanhando a tendência nacional, que apontou alta em 16 das 17 cidades analisadas.

O arroz agulhinha, por sua vez, teve redução de preço em todas as capitais, inclusive em Salvador. O mesmo ocorreu com o tomate, cujo valor também caiu em toda a amostra da pesquisa. A queda desses dois itens ajudou a conter a inflação da cesta básica em maio.

Com base no custo da cesta e na Constituição Federal, que prevê que o salário mínimo deve cobrir os gastos de uma família com alimentação, moradia, saúde, educação, transporte e lazer, o Dieese estimou que, em maio, o salário mínimo ideal no Brasil deveria ser de R$ 7.528,56 — valor 4,96 vezes superior ao atual, de R$ 1.518.