A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) apresentou uma proposta para que uma avenida de Salvador passe a se chamar Preta Gil, em homenagem à cantora e ativista, que morreu no domingo (20), aos 50 anos, vítima de complicações de um câncer no intestino. A iniciativa, segundo a parlamentar, é “um reconhecimento público e duradouro da vida, obra, batalha e legado de Preta Gil, mulher preta, artista e ativista que deixou marca indelével na cultura e no coração de nosso povo”.
Para Aladilce, a trajetória de Preta Gil rompe barreiras e amplia vozes, sendo um “símbolo de diversidade, representatividade negra, luta contra preconceitos (racismo, gordofobia e homofobia) e defensora dos direitos LGBTQ+”. Ainda de acordo com a líder da oposição na Câmara de Salvador, a cantora é lembrada por sua “postura franca, corajosa e transformadora”, que inspirou milhares de brasileiros e principalmente baianos.
O projeto de nomeação não especifica qual avenida teria o nome alterado, mas aponta aponta que a homenagem deveria ser em um marco de memória e de luta. “Memorial – Em sua cidade natal, espiritual de fé e afro-brasilidade, constatará publicamente a relevância de sua contribuição cultural, musical e social. Símbolo contínuo de combate a injustiças – Será viva referência a valores que Preta incorporava, de coragem, orgulho da identidade negra, sororidade, respeito à pluralidade e solidariedade com pessoas em luta — valores que transcendem crenças e percorrem gerações”.
Além da carreira musical, Preta Gil foi destaque no Carnaval carioca com o “Bloco da Preta” e fundadora da agência Mynd, focada em diversidade e inclusão no setor cultural e publicitário, o primeiro álbum dela foi nu e na época chocou a todos com a ousadia da artista que logo mais foi reconhecida domo corajosa e visionaria.
“A escolha de homenageá-la em Salvador, cidade histórica e plural, reconhece a importância de sua trajetória como indivíduo preto, bissexual, mulher fora dos padrões de beleza hegemônicos, que rompeu barreiras e deu voz a temas fundamentais: igualdade, corpo, gênero, autoestima, interculturalidade e enfrentamento de doenças graves com dignidade”, completa a vereadora.