Feiras literárias movimentam Canudos e Jacobina com arte e diversidade

Por Redação 23/07/2025, às 21h36 - Atualizado às 19h40

Duas feiras literárias estão movimentando o interior da Bahia nesta semana, reunindo estudantes, professores, escritores e artistas em uma programação voltada à leitura, à identidade e à expressão cultural. Canudos sedia a 5ª Feira Literária Internacional de Canudos (FLICAN), enquanto Jacobina recebe o Festival de Literatura e Diversidade (FLDJ).

Em Canudos, a FLICAN segue até sábado, 26 de julho, com o tema “O sertão vai virar arte”. A feira envolve 13 escolas dos Núcleos Territoriais de Educação do Sertão do São Francisco, Semiárido Nordeste II e Itaparica, mobilizando mais de mil participantes, entre alunos e professores. O Colégio Estadual Luís Cabral, escola anfitriã, concentra as atividades, que incluem o tradicional desfile Chegança e o espaço “Deixe eu falar”, com apresentações de teatro, música, dança, poesia e rodas de conversa.

A estudante Melissa Cavalcante Lima, 15 anos, da 1ª série do Luís Cabral, se apresenta pela primeira vez no evento. “Vou cantar ‘Canudo Sustenta’, uma música que fiz com minha professora sobre as riquezas da minha região. Apesar do nervosismo, é gratificante ver o incentivo à arte e à leitura chegando até a gente”, contou.

Wanily Nogueira Alves, 17, também estudante da escola, destaca o impacto da feira na formação dos jovens. “Desperta o interesse pela leitura e arte, além de fortalecer nossa confiança. Hoje vou apresentar um cordel sobre a arara-azul-de-lear e estou muito empolgada”, disse.

Em Jacobina, o Festival de Literatura e Diversidade começa nesta quinta-feira, 24 de julho, com participação de cerca de 30 estudantes de três escolas. A programação inclui oficinas, palestras, lançamentos de livros, recitais, performances teatrais e musicais, além de debates sobre identidade, território e diversidade.

Os eventos fazem parte do maior programa de incentivo à leitura em andamento no país. Até o primeiro semestre de 2026, 81 feiras e festivais serão realizados nos 27 territórios de identidade da Bahia. A ação é coordenada pela Fundação Pedro Calmon, em parceria com a Secretaria de Cultura e a Secretaria da Educação do Estado. O investimento previsto é de R$ 24,3 milhões.