O otimismo em torno de acordos comerciais envolvendo os Estados Unidos movimentou os mercados financeiros nesta quarta-feira (23). A expectativa positiva refletiu-se na queda do dólar e na valorização da bolsa brasileira. O dólar comercial caiu 0,8%, encerrando o dia cotado a R$ 5,522, o menor valor desde 9 de julho. Já o Ibovespa, principal índice da B3, subiu 0,99%, fechando aos 135.368 pontos.
O recuo da moeda norte-americana foi impulsionado pelas sinalizações de um possível acordo comercial entre os Estados Unidos e a União Europeia. Segundo diplomatas europeus, o pacto envolveria uma tarifa ampla de 15% para produtos europeus comercializados nos EUA. Apesar de o porta-voz da Casa Branca, Kush Desai, ter classificado a informação como “especulação”, o mercado já havia reagido antes do fechamento.
Outro fator que animou os investidores foi o anúncio do acordo comercial firmado entre o governo norte-americano, liderado por Donald Trump, e o Japão, confirmado na terça-feira (22). A iniciativa reforçou o sentimento de melhora nas relações comerciais internacionais.
A valorização da bolsa foi puxada principalmente pelas ações de bancos, petroleiras e empresas do setor de consumo. Também influenciou positivamente a notícia de que a China deve construir uma nova usina hidrelétrica de grande porte, o que tende a elevar a demanda global por commodities, beneficiando países exportadores como o Brasil.
Mesmo com a queda desta quarta, o dólar acumula alta de 1,62% em julho, mas recua 10,65% no acumulado de 2025, refletindo o ambiente externo mais favorável e a recuperação das economias emergentes.