O Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia (SindiMed) anuncia a suspensão dos atendimentos clínicos e cirúrgicos eletivos em cinco hospitais públicos da rede estadual, em resposta a uma denúncia de demissão em massa de profissionais contratados pelo regime CLT. Deve afetar as maternidades Albert Sabin e Tsylla Balbino, o Instituto de Perinatologia da Bahia (IPERBA), o Hospital Geral Roberto Santos e o Hospital Geral do Estado (HGE).
Segundo o sindicato, a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) estaria promovendo o desligamento de mais de 500 médicos dessas unidades, com o objetivo de recontratá-los como Pessoas Jurídicas (PJ). Além dos atendimentos eletivos, serão suspensas as consultas classificadas como fichas verdes e azuis — que correspondem a casos menos urgentes nos setores de emergência.
A decisão pela suspensão foi tomada em assembleia realizada na última quinta-feira (24), com aprovação unânime da categoria. “Diante da frustração nas negociações com o Governo do Estado, foi deliberado, por unanimidade, que haverá, nas aludidas unidades, restrição de atendimentos das fichas verdes e azuis, bem como dos procedimentos eletivos”, informa a nota divulgada pelo SindiMed.
Por meio de nota, a Sesab afirma que a medida representa uma estratégia para “fortalecer a gestão pública” e que se refere ao encerramento progressivo do contrato com o Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS), responsável por parte da gestão dos serviços de saúde. Ainda não há confirmação se outras categorias da saúde irão aderir ao movimento, mas a paralisação está prevista para começar à 0h da próxima quinta-feira, 31 de julho.