O vereador Cezar Leite (PL) afirmou que o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro é “completamente viciado” e classificou o processo como uma “grande farsa” contra o Estado Democrático de Direito. Segundo ele, há indícios de alterações processuais feitas pelo ministro Alexandre de Moraes que ainda estão sendo apuradas.
“No momento em que o assessor direto de Moraes, precisou sair do país para mostrar as alterações, ficou claro que essa documentação precisa ser periciada pelo Senado, Polícia Federal e PGR. Existe um vício total nesse processo e ele precisa ser extinto”, declarou Leite.
O ex-assessor que o vereador comentou, se chama Eduardo Tagliaferro e é ex-chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE. Tagliaferro está morando atualmente na Itália e a Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo o denunciou por organização criminosa.
O ex-assessor do STF é acusado de ligação de desvios milionários de heranças ainda não partilhadas ou pertencentes a idosos portadores de patologias graves.
O vereador Cezar sugeriu que o ministro do STF, Luiz Fux, poderia pedir vistas do processo para avaliar a autenticidade das provas.
Cezar também comentou sobre as manifestações do 7 de setembro. Segundo ele, o desfile oficial foi esvaziado, mas apoiadores de Bolsonaro tomaram as ruas em protestos por anistia pelo 8 de janeiro.
“Existem pais e mães de família presos até hoje sem qualquer nexo com a baderna. A anistia precisa ser de processo, uma pacificação do país, mas não querem pacificar”, afirmou.
O vereador comentou ainda o cenário político nacional. Ele destacou o peso de Lula como principal nome da esquerda e o receio do PT caso o presidente não concorra à reeleição. Mas que existe também uma preocupação do outro lado, onde existe a movimentação do centrão.
“O centrão procura alternativas, nomes que não sejam Bolsonaro, buscando diálogo e negociação. O Brasil enfrenta queda na economia, produção e segurança, e há movimentos buscando outras lideranças”, disse.
Leite concluiu afirmando que o julgamento atual do Supremo concentra-se em prender o líder da oposição, independentemente de civis serem afetados, comparando a situação a um atentado que visa apenas uma liderança.
“O processo está todo viciado. O que se está fazendo hoje é prender o maior líder da oposição, sem considerar os impactos sobre pessoas comuns”, finalizou.