A avaliação do governo federal pouco se alterou em setembro. O levantamento da Quaest, divulgado nesta quarta-feira (17), aponta que a percepção negativa sobre a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva ainda supera a positiva, mantendo o mesmo cenário registrado no mês anterior.
De acordo com a pesquisa, 51% desaprovam o governo, enquanto 46% aprovam. Outros 3% não souberam ou não responderam. A diferença é de 5 pontos percentuais, dentro da mesma margem de estabilidade observada em agosto.
A Quaest também avaliou a percepção geral sobre o governo: 38% classificam como negativo, 31% como positivo e 28% como regular. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A distância entre aprovação e desaprovação segue no menor patamar desde janeiro, quando houve empate técnico. Em maio, o cenário foi o mais desfavorável ao governo, com 17 pontos de diferença (57% contra 40%). Para o diretor da Quaest, Felipe Nunes, a recuperação da popularidade iniciada após julho foi interrompida em setembro.
Entre os evangélicos, Lula é mais desaprovado do que aprovado (61% contra 35%), embora a diferença tenha caído para 26 pontos — a menor no ano. Entre católicos, houve empate técnico, enquanto no grupo dos que não votaram ou anularam em 2022, a diferença caiu de 38 pontos em maio para 14 agora.
No eleitorado, a aprovação é de 79% entre quem votou em Lula no segundo turno de 2022. Entre eleitores de Jair Bolsonaro, a desaprovação se mantém em 92%.
A maior aprovação está entre beneficiários do Bolsa Família (64%), enquanto a desaprovação predomina entre os mais ricos, com renda acima de cinco salários mínimos (60%). No recorte por escolaridade, a desaprovação atinge 56% entre quem tem ensino superior, contra 41% de aprovação.
O Nordeste é a única região em que a aprovação (60%) supera a desaprovação (37%). Já no Sul, 60% reprovam o governo, seguido do Sudeste (55%), Centro-Oeste/Norte (52%).
Entre as mulheres, há empate técnico (48% para cada lado). Entre homens, 54% desaprovam e 44% aprovam.
A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas entre 12 e 14 de setembro. A margem de erro varia de 2 a 5 pontos percentuais, a depender do recorte, e o nível de confiança é de 95%.