Uma tartaruga-verde foi resgatada após ficar presa em uma das piscinas naturais formadas pela maré baixa na Praia do Forte, no Litoral Norte da Bahia. O registro foi feito pelo professor de surf Ian Kayssara, que acompanhou o animal até a chegada da equipe do Projeto Tamar.
Segundo Ian, a situação é comum e não representa risco imediato ao animal. Ele explicou que as tartarugas costumam ficar presas nessas formações naturais depois de se alimentarem e perderem o horário da maré. “É normal tartaruga ficar presa assim […] Casos assim acontecem com frequência em praias que têm a mesma tábua de maré”, relatou.
O professor contou ainda que já havia resgatado a mesma tartaruga durante a pandemia. “Acreditem, ela ama aquela piscina”, brincou na publicação feita nas redes sociais para acalmar aqueles que viram a linda tartaruga presa.
Ian relatou que monitorou o animal até o resgate ser realizado em conjunto com os pesquisadores do Projeto Tamar. O animal foi retirado da piscina minutos depois do registro e passa bem. Ele também lembrou que as tartarugas da região são nativas e acostumadas a viver próximas a banhistas e surfistas. “Tudo deu certo pro animal”, afirmou.
O Projeto Tamar explicou que a tartaruga foi encontrada na Praia do Lorde, e que casos como esse são frequentes, já que as tartarugas-verdes costumam se alimentar em áreas rasas de corais e bancos de algas, podendo perder o momento da maré e acabar presas.
“O contato da comunidade com o Tamar é muito importante. Essas informações ajudam nas pesquisas e na compreensão do comportamento desses animais”, destacou a equipe.
Os pesquisadores avaliaram que o animal estava saudável e seguiram todos os protocolos de biometria, marcação e coleta de amostras antes de devolvê-lo ao mar. O Tamar lembrou ainda que, embora seja temporada reprodutiva, as espécies que mais desovam na região são a tartaruga-cabeçuda e a tartaruga-de-pente.
A instituição reforçou também a importância de acionar equipes especializadas sempre que houver situações semelhantes, para garantir a segurança dos animais e evitar interferências indevidas em seu habitat natural.