O cantor Lindomar Castilho, um dos grandes nomes do bolero no Brasil e também protagonista de um dos feminicídios mais conhecidos do país, morreu neste sábado (20), aos 85 anos.
A morte foi confirmada pela filha do cantor, a coreógrafa Lili de Grammont, que comunicou o falecimento nas redes sociais, mas não divulgou a causa ou o local onde o artista morreu. Castilho estava afastado dos palcos desde os anos 1990, após cumprir pena pelo assassinato da ex-esposa, a cantora Eliane de Grammont.
Em seu post de despedida, Lili citou o impacto do crime na própria vida e na trajetória do pai. “Meu pai partiu! (…) ao tirar a vida da minha mãe também morreu em vida. O homem que mata também morre”, escreveu.
Lindomar Castilho nasceu em Rio Verde (GO), em 1940. Iniciou a carreira profissional em 1962, com o álbum Canções que Não se Esquecem, e se consolidou na década de 1970 como um dos artistas que mais vendiam discos no país. Seu maior sucesso, Você é Doida Demais, ultrapassou gerações e integrou a abertura da série Os Normais.
O caso que o marcou para sempre ocorreu em 30 de março de 1981. Castilho matou a tiros Eliane de Grammont, então com carreira em ascensão, enquanto ela se apresentava no Café Belle Epoque, em São Paulo. O crime ocorreu diante do novo companheiro da cantora, Carlos Randall, ferido de raspão no ataque.
Castilho foi condenado a 12 anos de prisão em júri popular e deixou o sistema prisional na década de 1990. Desde então, manteve vida discreta, com apenas um registro público de retomada artística nos anos 2000, quando gravou um álbum ao vivo.