Ao longo de 2025, a tecnologia BodyScan — scanner corporal que funciona como um raio X — auxiliou a Seap a impedir a entrada de mais de cinco quilos de drogas e resultou na prisão de 91 visitantes.
Os incidentes foram registrados entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025. Durante esse período, a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), por intermédio da Polícia Penal da Bahia, proibiu a entrada de 5,018 quilos de drogas e 24 dispositivos eletrônicos — incluindo celulares e smartwatches — nas prisões do estado. As apreensões contaram com o suporte da tecnologia BodyScan, um dispositivo de escaneamento corporal empregado nos procedimentos de revista para acesso às unidades.
O BodyScan permite a detecção de objetos e substâncias ilícitas escondidos no corpo humano de forma não invasiva, seguindo os protocolos de segurança e respeitando os direitos humanos.
Durante esse período, foram registradas 111 ocorrências, levando ao encaminhamento de 91 indivíduos flagrados com materiais ilícitos às autoridades policiais. Além das penalidades criminais, as violações podem resultar em processo administrativo e na revogação imediata da carteira de visitante.
Foram apreendidos materiais como maconha, cocaína, crack e haxixe, bem como celulares e outros aparelhos eletrônicos. No total, foram apreendidos 4,5 quilos de maconha, 417,1 gramas de cocaína, 11 gramas de crack e 4 gramas de haxixe, além de acessórios e outros itens ilegais.
“Isso é resultado do investimento contínuo em tecnologias de inspeção eletrônica, que integra uma política permanente de modernização do sistema prisional baiano. Essas ferramentas são fundamentais para fortalecer a segurança institucional, preservar a integridade física de servidores, visitantes e custodiados, além de ampliar a eficiência das ações de inteligência e disciplina no ambiente prisional. E aí, deixo um recado: não adianta tentar entrar com esses materiais nas unidades prisionais. Isso vale para todos. A Seap e a Polícia Penal estão sempre em alerta”, destacou o secretário da Seap, José Castro.
Em 2026, já foram registradas pelo menos cinco tentativas de visitantes de introduzir materiais ilícitos em presídios baianos. Um dos incidentes aconteceu em 7 de janeiro, na Cadeia Pública de Salvador, quando a mãe de um detento foi pega tentando ingressar na instituição com entorpecentes e dispositivos eletrônicos.
A visitante tentou burlar a fiscalização escondendo os materiais em uma bengala metálica e no chinelo, porém a tentativa foi frustrada quando os objetos foram identificados nas imagens do BodyScan. Com ela, foram confiscados dois smartwatches, dois carregadores de celular, dois cabos USB, um carregador por indução e aproximadamente dois gramas de uma substância semelhante à maconha.
A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) reafirma seu compromisso em manter medidas rigorosas, combinadas com o uso de tecnologia e inteligência, para prevenir a entrada de ilícitos e assegurar a ordem e a segurança no sistema prisional da Bahia.