O Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB), localizado no Centro Histórico de Salvador, anunciou nesta segunda-feira (26) a maior repatriação de obras de arte já realizada no Brasil. O anúncio oficial reuniu artistas e autoridades culturais, como a ministra Margareth Menezes, o presidente da Fundação Cultural Palmares, João Jorge Rodrigues, e a presidenta do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Fernanda Santana Rabello de Castro.
Ao todo, 666 peças de artistas afro-brasileiros, que pertenciam a uma coleção privada formada por duas norte-americanas ao longo de mais de três décadas, passam a integrar o acervo permanente da instituição.
As obras chegam à capital baiana após uma operação logística internacional iniciada em 12 de janeiro, que envolveu embalagens especiais, adequação às normas de conservação museológica, procedimentos alfandegários e transporte especializado.
O conjunto reúne pinturas, esculturas, fotografias, xilogravuras, gravuras, arte sacra e outras linguagens produzidas por nomes centrais da arte afro-brasileira, a exemplo de Goya Lopes, Zé Adário, J. Cunha, Lena da Bahia e Raimundo Bida.
Para o MUNCAB, a repatriação representa um marco histórico ao devolver ao país obras que abordam identidade negra, ancestralidade africana, resistência e contribuições culturais.