A Justiça da Bahia concedeu liberdade provisória ao dentista Gustavo Garrido Gesteira, preso nesta semana durante uma operação que investiga a revenda irregular de canetas emagrecedoras em Salvador. Ele havia sido detido em um apartamento de alto padrão na Ladeira da Barra, onde a polícia apreendeu medicamentos e substâncias consideradas proibidas.
Gustavo passou por audiência de custódia nesta sexta-feira (13), dois dias após a prisão. Ele é investigado por falsificação, corrupção, adulteração e alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais. A Polícia Civil havia solicitado a prisão temporária do dentista. Ao todo, 13 pessoas foram presas durante a operação.
Na decisão que concedeu a liberdade, o juiz Cidval Santos Sousa Filho destacou que ainda não há perícia química conclusiva sobre as substâncias encontradas no imóvel. O magistrado também citou entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) segundo o qual a pena máxima para o caso pode chegar a três anos, o que impede a decretação de prisão preventiva. O Ministério Público da Bahia (MP-BA), no entanto, havia pedido a conversão da prisão em preventiva.
Apesar da liberação, a Justiça determinou medidas cautelares. O dentista deverá comparecer a todos os atos do processo, realizar comparecimento bimestral em juízo, não deixar a comarca por mais de sete dias sem autorização judicial e manter endereço e telefone atualizados. A decisão também determinou a suspensão das atividades e o fechamento da Drogaria Ondina enquanto durar a investigação.
Segundo a polícia, Gustavo é apontado como líder da rede investigada. Ele é sócio da clínica Medicina Oral, localizada no bairro Cidade Jardim, e teria ligação com uma farmácia em São Paulo, que já foi alvo de uma operação da Polícia Federal em novembro do ano passado.