O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou nesta quinta-feira uma nova política que limita a participação em competições femininas dos Jogos Olímpicos a atletas biologicamente do sexo feminino. A elegibilidade passará a ser definida por um teste genético.
A medida busca estabelecer uma regra universal para o esporte feminino de elite, após anos de diretrizes fragmentadas entre federações. Segundo o COI, o gene SRY é considerado uma evidência precisa de desenvolvimento sexual masculino, com base em critérios científicos adotados pela entidade.
A mudança marca uma nova abordagem do COI, que desde 2021 orientava federações internacionais a criarem suas próprias regras. A revisão ganhou força após a posse da presidente Kirsty Coventry, que defendeu uma padronização global.
Coventry afirmou que diferenças mínimas podem definir resultados em alto nível e que a medida busca garantir justiça competitiva e segurança em determinadas modalidades. As novas regras não terão efeito retroativo e não se aplicam ao esporte amador.
A participação de atletas transgênero nos Jogos Olímpicos é considerada rara. Um dos casos mais conhecidos é o da neozelandesa Laurel Hubbard, que competiu no levantamento de peso em Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, realizados em 2021.
Nos Estados Unidos, o tema também ganhou destaque após o presidente Donald Trump proibir, em 2025, a participação de atletas transgênero em competições femininas escolares, universitárias e profissionais. A discussão ocorre enquanto Los Angeles se prepara para sediar os Jogos Olímpicos de 2028.