A presidente Leila Pereira respondeu nesta segunda-feira (6) às críticas do Bahia após a vitória do Palmeiras por 2 a 1, no domingo (5), na Arena Fonte Nova, pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Tricolor questionou uma suposta falta na jogada do segundo gol palmeirense, que definiu o resultado.
“Quando o Palmeiras ganha, é sempre uma desculpa, e não é assim que funciona”, afirmou a dirigente durante evento na CBF, no Rio de Janeiro. “Ontem (domingo) vencemos um jogo difícil e não houve influência nenhuma da arbitragem”, completou.
O técnico do Bahia, Rogério Ceni, havia reclamado de uma falta cometida pelo zagueiro Gustavo Gómez sobre David Duarte, que subiu para tentar cortar o cruzamento. A bola acabou batendo em Ramos Mingo e entrando no gol. O árbitro Lucas Casagrande validou o tento, e o VAR, comandado por Rodolpho Toski Marques, não identificou irregularidade.
“Tem escândalo, arbitragem, sempre tem um porquê. Já falei que eu, presidente do Palmeiras, não reclamo de arbitragem. Na final da Libertadores, tivemos uma falta gravíssima, que entendíamos ser motivo de expulsão. A presidente em nenhum momento reclamou do resultado. Eu me recolhi, nunca terceirizo responsabilidade”, disse Leila.
A dirigente também criticou a diferença de tratamento entre técnicos e dirigentes em relação a reclamações à arbitragem. “Ele [Abel] reclama em campo e é punido, toma cartão, não participa do próximo jogo, pode ser julgado pelo STJD. E os dirigentes que reclamam e não acontece nada? E treinadores que reclamam em entrevista e não acontece nada? Isto é injusto, meu treinador reclama e é punido. Queria punição para dirigentes que desrespeitam a arbitragem, jogadores que desrespeitam em entrevista. As coisas deveriam ser mais igualitárias”, declarou.
Com a vitória em Salvador, o Palmeiras manteve a liderança isolada do Brasileirão com 25 pontos, cinco a mais que o vice-líder São Paulo. Já o Bahia, estacionado nos 17 pontos, caiu para a quinta posição.
Na próxima rodada, o Bahia enfrenta o Mirassol no sábado (11), às 18h30, no Maião. No domingo (12), no mesmo horário, o Palmeiras joga o clássico paulista contra o Corinthians, no Itaquerão. Antes disso, o Verdão estreia na Libertadores nesta quarta (8), às 21h30, contra o Junior Barranquilla, em Cartagena, pela primeira rodada do Grupo F.