CLT segue como principal escolha de trabalho no Brasil, aponta pesquisa

Por Redação 11/04/2026, às 15h00 - Atualizado às 13h07

A busca por estabilidade ainda pesa na escolha profissional dos brasileiros, especialmente entre os mais jovens, que seguem priorizando empregos com carteira assinada. É o que revela uma pesquisa realizada pelo Instituto Nexus em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Divulgado nesta sexta-feira (10), o levantamento mostra que 36,3% dos entrevistados apontam o trabalho formal como a melhor opção para conseguir emprego. Na sequência aparecem o trabalho autônomo, com 18,7%, e a atividade informal, com 12,3%.

Entre os jovens, essa preferência é ainda mais acentuada. De acordo com os dados, 41,4% das pessoas entre 25 e 34 anos e 38,1% dos que têm entre 16 e 24 anos escolhem a carteira assinada como prioridade, principalmente pela busca de segurança no início da carreira.

O estudo também indica que o trabalho por aplicativos, na maior parte dos casos, é visto como uma forma de complementar a renda. Apenas 30% dos entrevistados consideram essa atividade como principal fonte de sustento.

Para a CNI, presidida pelo baiano Ricardo Alban, mesmo com a popularização de novas formas de trabalho nas redes sociais, o modelo formal ainda lidera a preferência dos brasileiros. Isso se explica pelos benefícios oferecidos, como direitos trabalhistas e acesso à Previdência Social. Segundo a especialista da entidade, Claudia Perdigão, esses fatores continuam garantindo proteção, estabilidade e segurança ao trabalhador.

A pesquisa também apontou um alto nível de satisfação com o emprego atual. Ao todo, 95% dos entrevistados afirmaram estar satisfeitos, sendo 70% muito satisfeitos. Em contrapartida, apenas 4,6% se disseram insatisfeitos, e somente 1,6% estão muito insatisfeitos.

Esse cenário ajuda a entender a baixa movimentação no mercado de trabalho. Entre os profissionais ocupados, apenas 20% buscaram uma nova oportunidade nos 30 dias anteriores à pesquisa, com variações conforme a idade.

O levantamento ouviu 2.008 pessoas com 16 anos ou mais em todo o Brasil. A coleta de dados foi realizada entre os dias 10 e 15 de outubro de 2025, mas os resultados só foram divulgados agora.