Irã ameaça fechar rotas marítimas globais após bloqueio naval dos EUA

Por Redação 15/04/2026, às 20h15 - Atualizado às 18h23

A tensão entre Irã e Estados Unidos atingiu um novo patamar nesta quarta-feira (15), após Teerã ameaçar paralisar o comércio marítimo em pontos vitais como o Golfo Pérsico, o Mar de Omã e o Mar Vermelho. A declaração, feita pelo major-general Ali Abdollahi, surge como resposta direta ao bloqueio naval imposto pelo governo de Donald Trump aos portos iranianos. O comando militar do Irã classificou a ação estadunidense como uma violação do cessar-fogo e uma “agressão à soberania nacional”.

A ameaça de fechamento de canais marítimos acende um novo alerta para a economia global, que já sofre com os entraves no Estreito de Ormuz. Juntos, os estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb são responsáveis por cerca de 25% do comércio mundial de petróleo.

Nesta quarta-feira, o chefe do Exército do Paquistão está em Teerã, assumindo o papel de mediador para tentar conter a escalada de violência. O marechal de campo Asim Munir leva mensagens da Casa Branca, em busca de articular uma nova rodada de negociações após o fracasso dos diálogos do último final de semana. O presidente Donald Trump sinalizou interesse em retomar as conversas em breve.

No Líbano, Israel e Hezbollah seguem se enfrentando, enquanto o Irã pressiona por um cessar-fogo. Na semana passada, o presidente do Parlamento iraniano detalhou que três cláusulas-chave do acordo com os EUA foram descumpridas; uma das violações foi a quebra do cessar-fogo no Líbano. Ainda, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que “o mundo vê os massacres no Líbano. A bola está com os EUA, e o mundo está observando se eles cumprirão seus compromissos”, em publicação no X.

O governo iraniano reforçou que não abrirá mão do programa nuclear pacífico do país.