Papa cobra combate à corrupção e diz que paz é ameaçada por caprichos dos ricos

Por Redação 15/04/2026, às 21h30 - Atualizado às 17h58

O papa Leão XIV pediu nesta quarta-feira (15) que o governo de Camarões combata a corrupção e resista à influência de interesses econômicos e políticos. A declaração foi feita durante discurso na presença do presidente Paul Biya, que está no poder desde 1982.

O pontífice também defendeu o fim do conflito anglófono no país, responsável por milhares de mortes nos últimos anos. Segundo ele, é necessário “examinar a consciência” e avançar rumo a um futuro baseado em justiça e paz.

Em tom incomum para viagens papais, Leão XIV criticou diretamente práticas de corrupção, afirmando que elas comprometem a autoridade do Estado e sua credibilidade. O papa ainda alertou para a “sede idólatra pelo lucro” e pediu que os líderes libertem suas decisões desse tipo de influência.

Biya acompanhou o discurso sem प्रतिक्रिया pública. O governo camaronês nega acusações de corrupção e violações de direitos humanos, alegando que a estabilidade do país evita conflitos mais graves, como os registrados na República Democrática do Congo e na República Centro-Africana.

À frente da Igreja Católica há quase um ano, o papa vinha mantendo postura discreta, mas tem adotado um tom mais incisivo nas últimas semanas, especialmente em temas internacionais.

Aos líderes presentes, Leão XIV afirmou que governar exige escuta ativa da população e valorização de sua participação na construção de soluções. Ele também reforçou a importância de proteger os direitos humanos, mesmo em contextos de segurança.

Segundo o pontífice, a paz verdadeira depende de uma sociedade em que todos se sintam protegidos e respeitados, e onde a lei funcione como barreira contra abusos de poder.