Bens considerados comuns em grande parte do país ainda estão longe de alcançar a maioria dos lares na Bahia. Dados da PNAD Contínua 2025, do IBGE, mostram que apenas 44,4% dos moradores vivem em residências com máquina de lavar roupa, enquanto o acesso a carro é ainda menor: 36,3%.
Na prática, isso significa que mais da metade da população ainda precisa recorrer a alternativas para tarefas básicas do dia a dia, como lavar roupas, ou depende de transporte público, aplicativos ou terceiros para se locomover com mais autonomia.
O cenário também se repete no uso de motocicletas, presentes em 34,6% dos domicílios. Embora o veículo tenha se popularizado nos últimos anos por ser mais acessível, ele ainda não chega à maioria das famílias.
Apesar das limitações, os dados indicam avanço em relação a anos anteriores, impulsionado principalmente pela ampliação do crédito e pela recuperação gradual do consumo. Ainda assim, a Bahia segue abaixo da média nacional em diversos desses indicadores.
Especialistas apontam que o acesso a bens duráveis está diretamente ligado à renda, ao nível de informalidade e às condições de emprego da população. Em estados com maior desigualdade social, como a Bahia, a distribuição desses itens tende a ser mais concentrada.
Além disso, o crescimento de pessoas morando sozinhas e o envelhecimento da população também influenciam o padrão de consumo, com impactos na demanda por determinados tipos de bens e serviços.