Brasil terá nova terapia contra Alzheimer com custo de até R$ 11 mil por mês

Por Redação 19/04/2026, às 20h00 - Atualizado às 16h21

Uma nova alternativa no combate ao Alzheimer deve chegar ao Brasil nos próximos meses. O medicamento lecanemabe tem previsão de desembarque nas farmácias até o fim de junho, após ter sido aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária em dezembro de 2025 e ter seu valor regulamentado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

Desenvolvido pelas farmacêuticas Eisai e Biogen, o remédio representa um avanço nas opções de tratamento para a doença, que afeta milhões de pessoas globalmente. Ele se junta a outras terapias recentes, como o donanemabe, introduzido no país no ano passado.

Ao contrário das abordagens tradicionais, o lecanemabe age diretamente sobre as placas de beta-amiloide no cérebro, consideradas um dos principais fatores associados ao Alzheimer. De acordo com os fabricantes, além de eliminar essas estruturas, o medicamento também contribui para evitar a formação de novos depósitos, ajudando a retardar a progressão da doença.

Resultados de estudos clínicos indicam que o tratamento foi capaz de reduzir em 27% o declínio cognitivo ao longo de 18 meses. “resulta em mais tempo de memória preservada, independência e dignidade”, destacam os laboratórios.

A principal pesquisa que embasa esses dados foi publicada no The New England Journal of Medicine e acompanhou 1.795 pacientes com Alzheimer em estágio inicial durante um período de um ano e meio.

O uso do medicamento é feito por infusão intravenosa, com aplicações quinzenais em centros especializados, além de acompanhamento médico constante para monitorar possíveis efeitos adversos.

Com o preço já definido, o custo mensal no Brasil deve variar entre R$ 8 mil e R$ 11 mil, dependendo do peso do paciente e da carga tributária estadual. Apesar do avanço terapêutico, ainda não há definição sobre a cobertura por planos de saúde ou inclusão do tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS).