Investigação em Milão cita jogadores em esquema de festas e exploração sexual

Por Redação 21/04/2026, às 17h00 - Atualizado às 14h13

A promotoria da cidade de Milão abriu uma investigação contra uma empresa suspeita de vender pacotes de festas que envolvem prostituição e o uso de óxido nitroso, conhecido popularmente como “gás do riso”. O caso ganhou repercussão na imprensa italiana e envolve possíveis irregularidades em eventos realizados em diferentes países.

Segundo o jornal Gazzetta dello Sport, cerca de 50 jogadores que atuam no futebol europeu estariam ligados, direta ou indiretamente, ao esquema. As festas aconteciam em hotéis e casas de luxo na Itália e na ilha de Mykonos, na Grécia, e eram organizadas por uma empresa sediada em Cinisello Balsamo, região da província de Milão.

De acordo com a investigação, o esquema era comandado pelo casal Emanuelle Buttini e Deborah Ronchi, que atualmente cumpre prisão domiciliar junto com outros dois suspeitos. Eles são investigados por organização de serviços sexuais e lavagem de dinheiro obtido por meio dessas atividades.

As autoridades também apontam indícios de envolvimento de atletas a partir de interações nas redes sociais da empresa, além de movimentações financeiras suspeitas e participação de celebridades, pilotos de Fórmula 1 e empresários. Escutas telefônicas citadas pela imprensa ainda mencionam negociações envolvendo mulheres, incluindo uma brasileira.

A promotoria acredita que a agência atuava desde 2019 e manteve as atividades durante a pandemia de Covid-19, chegando a operar como uma boate ilegal em Milão. As investigações indicam ainda possíveis casos de exploração de mulheres, que recebiam parte dos valores pagos, enquanto o restante era repassado aos organizadores, além do uso de óxido nitroso nas festas por não deixar vestígios em exames antidoping.