A 20ª Vara do Trabalho de Salvador determinou, nesta quinta-feira (23), a paralisação imediata da eleição da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio-BA), referente ao quadriênio 2026–2030. A decisão também prevê o afastamento cautelar do presidente da entidade, Kelsor Fernandes, até que haja uma decisão definitiva no processo.
A medida judicial atende a uma ação movida pelos empresários Ruy Argeu do Amaral Andrade e Luiz Gonzaga do Amaral Andrade, que apontam supostas falhas e indícios de fraude na condução do processo eleitoral.
De acordo com a ação, houve atraso na análise de impugnações contra chapas concorrentes e mudanças na ordem de apreciação dos recursos pela diretoria, situação que teria resultado na exclusão da chapa adversária antes da avaliação de denúncias direcionadas à chapa liderada pelo atual presidente.
Na decisão, a juíza Alice Catarina de Souza Pires afirmou que existem indícios suficientes de irregularidades e risco de insegurança jurídica, já que o pleito estava marcado para 29 de abril. Entre os pontos questionados estão possíveis inelegibilidades de candidatos, empresas sem atividade regular e a inclusão de nomes em chapas sem autorização formal.
Em contato com o Taktá, a Fecomércio-BA informou que não foi notificada a respeito. “Assim que tivermos informações oficiais, nos pronunciaremos”, concluíram.