Só isso? UEFA suspende atacante Prestianni por racismo contra Vini Jr

Por Redação 24/04/2026, às 13h33 - Atualizado às 11h06

A UEFA oficializou, nesta sexta-feira (24), uma punição severa ao atacante argentino Prestianni, do Benfica, em decorrência de ofensas racistas proferidas contra o brasileiro Vinícius Júnior. O episódio ocorreu em fevereiro, durante o confronto entre o time português e o Real Madrid pela Liga dos Campeões. O jogador foi suspenso por seis partidas por “conduta discriminatória”, e a entidade europeia já solicitou à Fifa que a sanção seja estendida para o âmbito mundial, o que impediria o atleta de defender a Argentina na Copa do Mundo de 2026.

A execução da pena, no entanto, possui uma condição específica: das seis partidas impostas, três deverão ser cumpridas imediatamente, enquanto as outras três ficam sob um período probatório de dois anos. Como Prestianni já cumpriu um jogo de suspensão provisória no duelo de volta contra o Real Madrid, no Santiago Bernabéu, ele precisará ficar de fora de mais dois jogos oficiais, desde que não reincida em infrações disciplinares no período estipulado.

Relembre o caso no Estádio da Luz

A polêmica teve início logo após Vini Jr. abrir o placar para o Real Madrid no segundo tempo da partida em Lisboa. A comemoração do brasileiro perto de uma das organizadas do Benfica gerou revolta entre os jogadores encarnados. No meio da confusão, Vinícius Júnior e Kylian Mbappé denunciaram ao árbitro francês François Letexier que Prestianni teria disparado insultos racistas.

Diante da denúncia, o protocolo antirracismo da UEFA foi acionado imediatamente, paralisando o jogo por cerca de 10 minutos. Enquanto o brasileiro era amparado por companheiros de equipe, o técnico José Mourinho chegou a conversar com o atacante na tentativa de acalmar os ânimos. Mesmo com a retomada da partida, o clima permaneceu hostil, com a torcida local vaiando Vini Jr. e arremessando objetos no gramado.

Divergência nas versões e defesa

Após o apito final, Mbappé reforçou a acusação, afirmando ter ouvido o argentino chamar Vinícius de “macaco” por cinco vezes. Prestianni, por sua vez, negou o teor racista da ofensa. De acordo com o volante Tchouaméni, o jogador do Benfica teria admitido o uso de uma expressão homofóbica (“maricón”), tentando alegar que não utilizou o termo “mono” (macaco). A UEFA, porém, considerou a gravidade da conduta discriminatória para aplicar a sanção, independentemente da variação do termo utilizado.