O presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia, Moisés Schmidt, afirmou que o agronegócio tem papel central na geração de empregos e defendeu um debate mais amplo sobre as relações trabalhistas no país.
Segundo ele, o setor produtivo busca clareza nas regras e se adapta às diretrizes estabelecidas. “O que nós queremos saber é qual é a regra da conjuntura trabalhista. A partir disso, nos adaptamos e seguimos presentes”, destacou.
Schmidt ponderou, no entanto, que a discussão sobre redução da jornada de trabalho deve considerar outros fatores ligados à qualidade de vida. Para ele, o bem-estar do trabalhador não depende apenas da diminuição das horas trabalhadas, mas de um conjunto de condições. “A pessoa precisa ter qualidade de vida, com bons salários, transporte adequado, alimentação e suporte social para sua família”, afirmou.
O dirigente também ressaltou a importância do trabalho como fator de realização pessoal e desenvolvimento econômico. “Trabalhamos porque gostamos do que fazemos, e isso também faz parte da felicidade”, disse.
Na avaliação do presidente da Aiba, o debate trabalhista exige maturidade e visão de longo prazo, especialmente diante da necessidade de fortalecer a economia. Ele destacou ainda que setores como o agronegócio, a indústria e o comércio enfrentam desafios para contratar profissionais qualificados.
“Existe uma necessidade crescente de mão de obra preparada. Precisamos estreitar cada vez mais a relação entre empregado e empregador, pensando sempre no médio e longo prazo e no desenvolvimento do país”, concluiu.