O governador Jerônimo Rodrigues esteve em Brasília nesta quarta-feira (29) para uma série de reuniões que trataram, principalmente, de infraestrutura, recursos financeiros e projetos com impacto direto na economia baiana.
Na área de transportes, a discussão com o Ministério dos Transportes girou em torno de problemas já conhecidos por quem depende das estradas: manutenção e obras em rodovias federais como BR-324, BR-242 e BR-030, além de intervenções em trechos considerados críticos. Também entraram na pauta projetos como o Contorno Norte de Ilhéus e a Ponte Salvador-Itaparica. Na prática, essas obras são apontadas como essenciais para reduzir custos logísticos, melhorar o escoamento da produção e diminuir o tempo de deslocamento entre regiões do estado.
O encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio da Alvorada, teve como foco destravar projetos e alinhar prioridades para a Bahia, especialmente em infraestrutura. A presença do senador Jaques Wagner reforça o peso político das articulações, já que muitas dessas obras dependem de recursos federais.
Outro ponto central da agenda foi a discussão no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a redistribuição dos royalties do petróleo. Em reuniões com os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli, o tema foi tratado como estratégico porque pode alterar a divisão de receitas entre os estados. Para a Bahia, uma eventual mudança pode significar aumento de arrecadação e mais capacidade de investimento em áreas como saúde, educação e infraestrutura.
A agenda foi encerrada com reunião na Casa Civil, com a ministra Miriam Belchior, onde foram discutidos planejamento e viabilidade de projetos. Na prática, esse tipo de articulação define se obras saem do papel ou continuam travadas por falta de recursos ou prioridade política.
Embora os encontros avancem em pautas consideradas estratégicas, boa parte das medidas ainda depende de liberação de verbas, decisões judiciais e execução de obras, etapas que costumam levar tempo e que devem ser acompanhadas de perto para avaliar os efeitos concretos para a população.