Maio Roxo chama atenção para o lúpus; casos crescem e diagnóstico ainda é desafio na Bahia

Por Redação 03/05/2026, às 07h50 - Atualizado às 07h50

A campanha do Maio Roxo acende um alerta para o Lúpus, uma doença crônica que pode afetar diferentes órgãos do corpo e ainda enfrenta dificuldades de diagnóstico, especialmente em regiões com menor acesso a especialistas, como parte do Nordeste.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia, o lúpus atinge cerca de 65 mil brasileiros, sendo a maioria mulheres entre 15 e 45 anos. A doença ocorre quando o sistema imunológico passa a atacar o próprio organismo, podendo atingir pele, articulações, rins e até o sistema nervoso.

Na Bahia, especialistas apontam que o número de casos pode ser subnotificado. Isso porque os sintomas costumam ser variados e confundidos com outras condições, como cansaço extremo, dores nas articulações, manchas na pele e febre recorrente.

Outro ponto de atenção é o impacto na qualidade de vida. Por ser uma doença sem cura, o tratamento é contínuo e envolve controle dos sintomas para evitar crises, que podem ser desencadeadas por fatores como estresse e exposição ao sol, algo relevante em estados de clima quente, como a Bahia.

Além dos desafios médicos, há também barreiras no acesso ao tratamento. Pacientes dependem, muitas vezes, da rede pública para acompanhamento com reumatologistas e acesso a medicamentos, o que pode gerar filas e atrasos.

A campanha Maio Roxo busca justamente ampliar a informação e incentivar o diagnóstico precoce. Quanto antes a doença é identificada, maiores são as chances de controle e qualidade de vida.

Neste mês, o alerta é claro: conhecer os sinais e procurar atendimento pode fazer diferença no curso da doença e na vida de milhares de pessoas.