Os ex-ministros da Defesa da China, Wei Fenghe e Li Shangfu, foram condenados à morte por corrupção nesta quinta-feira (7). Segundo a agência estatal Xinhua, ambos receberam o benefício da suspensão condicional da pena por dois anos. Na prática jurídica chinesa, a sentença costuma ser comutada para prisão perpétua, sem direito a condicional, caso o réu não cometa novos crimes no período.
As investigações divulgadas pela agência em 2024 apontam que os ex-ministros receberam grandes somas em dinheiro e bens valiosos como suborno, além de terem influenciado indevidamente negociações pessoais. Li Shangfu foi acusado, ainda, de negligenciar responsabilidades políticas em prol de benefícios próprios. Para Pequim, a gravidade dos atos é “extremamente prejudicial à imagem institucional do país”.
As condenações ocorreram em paralelo à expulsão do Partido Comunista Chinês, que realiza um expurgo no alto escalão militar do país desde janeiro. No mês passado, o presidente Xi Jinping reiterou a importância da campanha anticorrupção iniciada por ele em 2012, intensificada em 2023 com o expurgo de figuras da unidade responsável por mísseis convencionais e nucleares. “Não há lugar para a corrupção se esconder”, declarou o líder chinês, segundo a Xinhua.
O afastamento de figuras de setores do alto escalão reflete o esforço para a manutenção do controle absoluto do presidente sobre as Forças Armadas e componentes do Partido Comunista. A sentença prevê um período de avaliação antes de uma eventual execução; caso os condenados não cometam novos crimes durante o biênio, a pena de morte será convertida em prisão perpétua, sem possibilidade de nova redução de pena ou liberdade condicional.