O projeto Afrobeto, criado pela professora Bia Barreto, vem aproximando crianças do processo de alfabetização por meio de referências da cultura afro-brasileira e da diáspora africana.
A iniciativa nasceu após um caso de intolerância religiosa dentro da escola, quando uma criança recusou uma bala dada pela diretora por considerá-la “macumbeira”. A partir disso, os alunos começaram a pesquisar palavras e elementos africanos presentes no cotidiano brasileiro.
O resultado foi a criação de um alfabeto com referências como “A de acarajé”, “B de berimbau” e “Q de quiabo”, aproximando o aprendizado da realidade dos estudantes.
Segundo a diretora Andreia Fernandes, o projeto ajudou a fortalecer a autoestima das crianças e reduzir situações de preconceito e bullying na escola.
Além do Afrobeto, Bia também criou o Afro Goods, releitura afrorreferenciada dos tradicionais livros de colorir, com personagens negros e elementos da cultura afro-brasileira.