Por Záfya Tomaz
Novos levantamentos divulgados nesta sexta-feira (22) apontam aumento do desgaste político do senador Flávio Bolsonaro (PL) após a repercussão do caso envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o Banco Master.
Além da pesquisa Apex/Futura mostrar queda nas intenções de voto do parlamentar em cenários de primeiro e segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), outro levantamento, realizado pelo Instituto Gerp, indica impacto direto na percepção do eleitorado sobre o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo a pesquisa Gerp, 33% dos entrevistados afirmaram que reduziram as chances de votar em Flávio Bolsonaro após a crise envolvendo o Banco Master. Desse total, 28% disseram que a possibilidade de voto “diminuiu muito”, enquanto 5% afirmaram que “diminuiu um pouco”.
Por outro lado, 14% disseram que passaram a ter mais chances de votar no senador após o episódio, enquanto 48% afirmaram que o caso não alterou sua posição política.
O levantamento ouviu 2 mil pessoas em todo o país, possui nível de confiança de 95,5% e margem de erro de 2,24 pontos percentuais. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07971/2026.
Já a pesquisa Apex/Futura, divulgada no mesmo dia, mostra que Flávio Bolsonaro perdeu 4,7 pontos percentuais em uma simulação de segundo turno contra Lula na comparação com o levantamento anterior, realizado no início de maio.
Na pesquisa passada, o senador aparecia em empate técnico com o presidente, com 46,9% das intenções de voto contra 44,4% de Lula. Agora, o petista subiu para 47,7%, enquanto Flávio caiu para 42,2%.
Nos cenários de primeiro turno, Lula também avançou, passando de 38,3% para 42,7%. Já Flávio oscilou negativamente, saindo de 36,1% para 35,6%.
A pesquisa Apex/Futura foi realizada entre os dias 15 e 20 de maio, após a divulgação das mensagens trocadas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. O levantamento ouviu 878 pessoas e tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais.
Segundo o instituto, 82,1% dos entrevistados afirmaram ter conhecimento do escândalo envolvendo o Banco Master, enquanto 67,1% disseram estar cientes das mensagens trocadas entre o senador e o banqueiro.