Por Mirian Silva, com informações de Záfya Tomaz
Durante o evento de anúncio do movimento “Sua Voz é a Nossa Voz”, realizado nesta quarta-feira (27), o senador Angelo Coronel fez duras críticas às plenárias do Programa de Governo Participativo (PGP) promovidas pelo grupo governista na Bahia.
Ao comentar os encontros, Coronel afirmou que os eventos reúnem sempre os mesmos participantes e não abrem espaço para a população se manifestar livremente.
“O que eu vejo nos três, quatro PGPs que foram feitos é que fala para a mesma bolha, são convocadas as mesmas pessoas, as mesmas lideranças. Você não abre o microfone para as pessoas se comunicarem e cobrarem”, declarou.
O senador ainda ironizou o significado da sigla PGP, chamando o programa de “Plano de Governo Perdido”.
“Quando eu falei PGP, plano do governo perdido, segundo Alí Galvão, é porque quando eu ouço Jerônimo falar que vai ter mudança, como é que muda com 20 anos? Só muda quando você bota alguém novo para mudar e levar novas ideias”, afirmou.
Durante o discurso, Coronel também direcionou críticas à área da saúde pública no estado, citando dificuldades enfrentadas por hospitais filantrópicos e atraso no pagamento de profissionais.
“A saúde não adia. Se não são as emendas parlamentares que os parlamentares alocam nos municípios, o município fecha o hospital”, disse.
Segundo ele, apesar das obras estruturais realizadas pelo governo estadual, faltam insumos básicos e manutenção diária nas unidades de saúde.
“Não é só fazer o prédio bonito da policlínica ou do hospital regional. O algodão, o mercúrio e os medicamentos têm que ter no estoque do hospital. Isso não existe”, criticou.
Coronel ainda afirmou que há médicos com salários atrasados na Bahia e desafiou o governo estadual a desmentir a informação.
“Desafio aqui que o Estado prove se os médicos não estão atrasados na Bahia. Médicos sem estímulo e sem medicamento. Então o cara brinca de fazer saúde”, concluiu.