Interpol pode incluir Daniel Vorcaro em lista internacional para rastreamento de patrimônio

Por Redação 31/05/2026, às 15h00 - Atualizado às 12h04

As investigações da Operação Compliance Zero podem ganhar um novo reforço internacional. A Polícia Federal avalia solicitar a inclusão do ex-banqueiro e fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, na lista de difusão prateada da Interpol, mecanismo criado para localizar bens e ativos de investigados fora de seus países de origem.

Mesmo detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, Vorcaro passou a ser alvo de discussões envolvendo a utilização da ferramenta, considerada estratégica para ampliar o rastreamento de seu patrimônio em âmbito internacional.

De acordo com informações divulgadas pelo Valor, o tema já teria sido debatido com o secretário-geral da Interpol, Valdecy Urquiza. A expectativa da PF é que o mecanismo facilite a identificação de ativos eventualmente mantidos pelo ex-banqueiro em outros países.

Além disso, a corporação já teria informado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, o interesse em ampliar a cooperação internacional para localizar bens ligados a Vorcaro. Até o momento, porém, nenhum pedido formal foi apresentado ao magistrado.

As autoridades federais intensificaram a busca por patrimônio vinculado ao ex-banqueiro e a integrantes do grupo investigado à medida que avançam as apurações da Operação Compliance Zero.

O que é a difusão prateada da Interpol?

Criada em 2025 e ainda em fase piloto, a difusão prateada é uma ferramenta da Interpol destinada ao rastreamento internacional de bens e ativos relacionados a investigados.

Caso a inclusão de Vorcaro seja solicitada, a Polícia Federal deverá indicar os países onde há suspeita de existência de patrimônio ligado ao ex-banqueiro. A partir daí, as autoridades dos países participantes poderão realizar buscas e compartilhar informações sobre eventuais ativos encontrados.

Dependendo da legislação local, os órgãos responsáveis também poderão adotar medidas como o bloqueio de bens identificados durante as investigações.

Assim como ocorre com a difusão vermelha — utilizada para pedidos de prisão internacional —, a inclusão de um nome na difusão prateada depende de autorização do ministro responsável pelo caso, neste caso, André Mendonça.