Fim da escala 6×1 pode pesar sobre pequenos negócios, afirma Isabela Suarez

Por Redação 01/06/2026, às 20h07 - Atualizado às 20h07

Por Sophia Souza com informações de Záfya Tomaz

Durante coletiva realizada nesta segunda-feira (1º), em Salvador, a presidente da Associação Comercial da Bahia, Isabela Suarez, defendeu que a discussão sobre o fim da escala 6×1 seja acompanhada de medidas de desoneração e de um prazo de transição para adaptação das empresas.

Segundo ela, o setor empresarial não se opõe a mudanças na jornada de trabalho, mas considera que o debate precisa levar em conta os impactos econômicos da proposta. “Ninguém se recusa a aplicar absolutamente nada. O que a gente entende é que essa pauta requer uma alta complexidade e uma alta profundidade de análise”, afirmou.

Isabela argumentou que os efeitos da mudança não atingiriam apenas grandes empresas. “Engana-se quem acha que isso é um assunto das grandes corporações. Existe uma conta que será paga e essa conta será paga pelo micro e pequeno empresário. O Brasil demonstra, no momento, não ter condição de absorver”, declarou. Para a empresária, o setor produtivo defendia “simplesmente uma desoneração e um prazo para implementação”.

Durante a fala, ela também defendeu que as negociações levem em conta as particularidades de cada segmento econômico. “A economia brasileira não é só micro e pequeno negócio, não é só indústria, não é só agronegócio, não é só comércio. Precisa haver uma composição entre as partes, porque só aquele setor sabe suas dores e sabe exatamente onde implementar e solucionar da melhor forma, tanto para o trabalhador quanto para o empresário”, disse.

As declarações foram dadas durante uma coletiva realizada antes de um debate sobre o cenário político e econômico brasileiro em 2026, que reuniu representantes do setor empresarial e especialistas para discutir os efeitos do próximo ciclo eleitoral sobre a economia e o ambiente de negócios.