O CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, afirmou nesta segunda-feira (1º), em Salvador, que não vê espaço para uma terceira via competitiva na disputa presidencial de 2026 nas condições atuais.
Segundo ele, um novo nome só ganharia força caso uma das candidaturas consideradas principais perca competitividade ao longo da campanha.“Eu diria que não há tanto espaço para uma terceira via competitiva, a não ser que uma das vias principais colapse por conta de erros não forçados”, afirmou.
Na avaliação de Roman, um dos fatores que podem influenciar esse cenário é o impacto de escândalos políticos sobre o eleitorado. Segundo ele, episódios recentes envolvendo nomes ligados ao campo da direita podem gerar dúvidas sobre a capacidade desse grupo de derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno.
“O eleitor pode refletir sobre esse cenário de forma estratégica e passar a temer que a principal candidatura da direita não seja realmente viável em termos de derrotar o Lula”, disse.
Para o pesquisador, esse movimento poderia provocar um enfraquecimento gradual do apoio ao senador Flávio Bolsonaro, abrindo espaço para outra liderança dentro do mesmo campo político. Roman, no entanto, rejeita a definição de terceira via para esse possível cenário. “Não definiria exatamente como uma terceira via, porque não seria algo independente do bolsonarismo. Seria uma substituição de uma via principal por alguém que saiba dialogar muito bem com esse eleitorado”, afirmou.