Professores da rede privada da Bahia paralisam atividades e avaliam estado de greve

Por Redação 09/06/2026, às 09h05 - Atualizado às 08h16

Os professores da rede privada de ensino da Bahia anunciaram uma paralisação total das atividades nesta terça-feira (9). A medida afeta todas as instituições de educação básica do estado. Durante o período da manhã, os profissionais realizam uma assembleia geral na sede do Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro), a partir das 8h, para debater os rumos do movimento. A suspensão das aulas foi aprovada com 91% dos votos em uma votação realizada no dia 1º de junho.

De acordo com a representação sindical, a mobilização faz parte da campanha salarial da categoria. Embora as rodadas de negociação estejam em andamento desde março deste ano, ainda não houve consenso com o sindicato patronal que representa os donos de escolas. O novo encontro de hoje tem como pautas principais a atualização do panorama dessas conversas e a possibilidade de decretação formal de estado de greve por parte dos trabalhadores da educação.

Entre as principais reivindicações da categoria está o reajuste salarial com ganho real de 5%, calculado com base no Índice do Custo de Vida (ICV) medido pelo Dieese. A proposta prevê a fixação da hora-aula de 50 minutos em R$ 16 e a de 60 minutos em R$ 19,20, retroativo a 1º de maio de 2026, com previsão de progressão de 25% nesses valores para os anos de 2027 e 2028. Os docentes exigem também a oferta obrigatória de planos de saúde e odontológico para titulares e dependentes, além da reserva de 8% das vagas das escolas para concessão de bolsas de estudo aos filhos dos funcionários. O sindicato afirma que as contrapropostas dos donos de colégios foram rejeitadas por representarem perdas de direitos, como o recesso escolar e o próprio benefício das bolsas.