TSE julga suspensão de pesquisa eleitoral sobre Flávio Bolsonaro nesta terça-feira (9)

Por Redação 09/06/2026, às 12h35 - Atualizado às 11h12

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve julgar, nesta terça-feira (9), se mantém ou derruba a decisão liminar que suspendeu a divulgação de uma pesquisa eleitoral envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República. A sessão está marcada para as 19h.

A liminar foi concedida pelo presidente da Corte, ministro Nunes Marques, e determinou que o instituto AtlasIntel retire o levantamento de circulação e interrompa qualquer divulgação do conteúdo.

A pesquisa havia sido divulgada em maio e apontava queda nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro, após o vazamento de áudios em que o senador aparece solicitando recursos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Vorcaro é dono do extinto Banco Master e investigado por fraudes financeiras.

Ao analisar o caso, Nunes Marques considerou plausíveis os argumentos apresentados pelo Partido Liberal (PL), que questionou a metodologia do levantamento. A legenda alegou que parte das perguntas estabelecia ligação indevida entre o pré-candidato e o escândalo financeiro envolvendo o banco, o que poderia induzir as respostas dos entrevistados.

Segundo o partido, das 49 perguntas do questionário, oito tratavam do caso e foram feitas de forma sequencial, influenciando a percepção dos participantes. O PL também argumentou que os áudios que embasaram o levantamento ainda não tiveram autenticidade comprovada pela Justiça.

Na decisão, o ministro afirmou que os questionamentos vão além de divergências metodológicas e apontam para a possibilidade de indução dos entrevistados. Por se tratar de uma medida liminar, o entendimento individual ainda precisa ser confirmado ou não pelo plenário da Corte, composto por sete ministros.

Em nota, o instituto AtlasIntel defendeu a pesquisa e afirmou que “a situação será devidamente esclarecida a partir da análise técnica dos fatos e da metodologia empregada”, acrescentando que confia no colegiado do TSE para atestar a legalidade do estudo.