VÍDEO: Rui Costa defende campanha baseada em comparação entre promessas e entregas

Por Redação 09/06/2026, às 15h03 - Atualizado às 16h24

Da Redação, com informações de Záfya Tomaz 

O ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado pela Bahia, Rui Costa (PT), afirmou que pretende adotar uma estratégia de campanha baseada na comparação entre promessas feitas por adversários e as entregas realizadas ao longo de suas gestões.

Segundo ele, a credibilidade de um candidato está diretamente ligada ao histórico de realizações, o que, na avaliação dele, deve ser considerado pelo eleitor no momento da escolha.

“Eleição é isso. Você apresenta o que você fez, é o que lhe dá credibilidade para você dizer o que vai fazer. É assim. Ou você nunca foi nada e, portanto, você vai dizer: ‘olha, eu nunca fui nada, mas se eu for um dia, eu vou fazer’. Mas você que já foi prefeito, já foi governador, já foi deputado, você tem que dizer o que você fez para o eleitor, é um direito do eleitor poder comparar”, declarou.

Durante a fala, Rui fez críticas ao grupo político que comanda a Prefeitura de Salvador, citando o que considera descumprimento de promessas ao longo dos últimos anos.

“Então, o que eu estou fazendo é mostrar que tudo o que foi prometido por esse grupo de oposição que governa Salvador há 16 anos, eles não cumpriram nada que tenha a ver com a população. A educação está nos piores lugares do Brasil e a saúde está nos piores lugares do Brasil. Prometeu fazer concurso para a Guarda Municipal nos quatro primeiros anos, passou oito anos e não fez um concurso”, afirmou.

O ex-governador também defendeu que a comparação deve ser feita em diferentes níveis, incluindo o cenário nacional, ao citar mudanças ocorridas após a troca de governo federal.

“O povo tem direito de saber disso, até porque, se alguém vai prometer coisa para o futuro, você pergunta o seguinte: você cumpriu aquilo que você prometeu no passado? Em todos os espaços que eu estiver, eu vou comparar, tanto no plano nacional como no plano estadual, eu vou comparar”, disse.

Na sequência, Rui mencionou exemplos de empreendimentos e obras que, segundo ele, foram paralisados em gestões anteriores e retomados posteriormente.

“Depois que tiraram a Dilma, paralisaram tudo no país, tudo. Todas as obras foram paralisadas. E eu tenho que comparar. Depois que o Lula chegou, tudo voltou. Por exemplo, aqui na Bahia, nós estamos aqui no polo petroquímico, fechou a Fafem, fechou em que governo? No governo deles. Fechou o estaleiro do Paraguaçu, que trabalhou lá oito mil pessoas. Fechou em que época? No governo deles. Reabriu agora. Reabriu com quem? Com o Lula”, declarou.

Por fim, o pré-candidato afirmou que pretende manter o tom de comparação sem recorrer a ataques pessoais durante a campanha.

“Então, se a gente não comparar, eu não vou fazer campanha com baixaria, com xingamento, com ofensa. O que eu estou fazendo e vou fazer de forma enfática é comparar”, concluiu.