Bruno Reis entrega contenção de encosta e destaca redução de desastres em Salvador

Por Redação 18/06/2026, às 13h30 - Atualizado às 13h20

A Prefeitura de Salvador entregou nesta quinta-feira (18) uma nova obra de contenção de encosta na Rua das Hortas, no bairro Alto do Cabrito, no Subúrbio Ferroviário. Com investimento de R$ 860 mil, a intervenção beneficia cerca de 30 famílias e marca a proteção da 590ª área de risco atendida pela gestão municipal na capital baiana.

Durante a entrega, o prefeito Bruno Reis destacou os avanços alcançados pela cidade na prevenção de desastres provocados pelas chuvas. Segundo ele, os investimentos realizados nos últimos anos contribuíram para reduzir ocorrências de deslizamentos, mesmo diante do aumento da intensidade e da frequência das precipitações.

“Aqui chovia tradicionalmente entre março e maio, em junho já diminuía a chuva e, no restante do ano, eram chuvas esparsas. Hoje chove o ano todo. Governar é elencar prioridades e fazer os investimentos. E aqui temos mais uma obra feita com recursos próprios, que vai proteger diversas famílias”, afirmou.

A intervenção contou com 208 metros quadrados de contenção executada por meio da técnica de cortina atirantada, além da implantação de passeio, guarda-corpo, escadaria e mureta. De acordo com o prefeito, antes da obra a própria circulação de veículos na rua representava riscos para a estabilidade do terreno.

“Uma obra de 860 mil reais não chega perto de outros programas e projetos da Prefeitura, mas era prioritária para a rua, para a vida dessas pessoas. Porque as obras de proteção de encostas têm a capacidade de salvar vidas”, ressaltou Bruno Reis.

O diretor-geral da Defesa Civil de Salvador (Codesal), Adriano Silveira, destacou que a intervenção garante mais tranquilidade aos moradores da localidade. Segundo ele, outras 187 áreas de risco já estão mapeadas para futuras obras, enquanto 36 projetos seguem em andamento.

Moradora do bairro há décadas, Georgina Barbosa, de 64 anos, lembrou das dificuldades enfrentadas durante os períodos de chuva antes da realização da obra.

“Quando chovia, ninguém dormia, porque o barro descia junto com a água. Quem tentava passar para chegar nas casas de baixo muitas vezes caía e se machucava, porque tudo ficava escorregadio. Foram muitos anos de sofrimento; por isso a gente está tão feliz com essa encosta”, relatou.